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Vinícola Trapiche

Com a produção de mais de 36 milhões de garrafas a cada ano, a Trapiche é conhecida no Brasil e no mundo tanto pelos seus vinhos indicados para o dia-a-dia de ótima relação preço x qualidade, como por suas multipremiadas linhas premium.

 

No mundo do vinho, a Argentina é conhecida, principalmente, pela Malbec. Esta variedade de uva francesa foi levada ao país pelo agrônomo Michel Aimé Pouget, em 1853. Na época, a ideia do governo mendocino era que o técnico francês ajudasse a melhorar a qualidade dos vinhos argentinos com novas variedades de uvas. E a Malbec logo mostrou que se adaptava melhor em solos próximos à Cordilheira dos Andes e no clima semidesértico, do que em Cahors, no sudoeste francês, de onde é originaria. Não demorou para a cepa mostrar o seu potencial. Atualmente, o país conta com 40 mil hectares de Malbec plantados, e Mendoza, a principal província do vinho argentino, corresponde a 86% deste total.

 

A Bodega Trapiche acompanha a trajetória da Malbec desde o seu início. Fundada 1883, apenas 30 anos depois da chegada da uva à Argentina, seu nome vem do pequeno vinhedo, chamado "El Trapiche", onde suas primeiras vinhas foram cultivadas, na província de Godoy Cruz, e onde a empresa começou a elaborar seus vinhos finos. A expansão dos vinhedos foi natural – atualmente são mais de 1.200 hectares próprios de vinhas, em vários microclimas –, assim como a da vinícola. Em 1912, a Trapiche investiu em uma grande vinícola, até hoje sua sede. Construiu um edifício em estilo fiorentino, ícone da arquitetura da região, na província de Maipú, próximo à cidade de Mendoza.

Nestes mais de 130 anos de história, a Trapiche é reconhecida como uma marca precursora nos vinhos finos argentinos. Tem papel marcante na introdução de variedades francesas no país, e na produção de vinhos varietais, aqueles elaborados apenas com uma uva e, em geral, com seu nome destacado no rótulo. A inovação da vinícola também acontece com o pioneirismo em técnicas de vinificação, como no uso de barricas de carvalho francesas, para envelhecer seus tintos, e de tanques de aço inoxidável, que permite fermentar os brancos e tintos com controle preciso de temperatura. A enologia é comandada por Daniel Pi, que mantém a filosofia da vinícola de elaborar os melhores vinhos, nas diversas faixas de preço.

Mais recentemente, a vinícola decidiu seguir as práticas de agricultura sustentável. Nove hectares de vinhedos e oliveiras são cultivados de acordo com a filosofia biodinâmica, sem a utilização de compostos químicos, com o objetivo de manter o equilíbrio do ecossistema. Assim, consegue trazer modernidade, sem esquecer o seu passado e a sua tradição.

Trapiche Fond de Cave

Vinhos equilibrados, frutados e harmonização muito versátil. Disponíveis nas variedades branca (elaborado com a Sauvignon Blanc) e tintas (Malbec, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot).

Trapiche Finca Las Palmas

Linha de vinhos criada para homenagear o "Las Palmas", vinhedo mais emblemático da Trapiche. Atualmente, seus vinhos são elaborados com uvas também de outros vinhedos, sempre com o objetivo de obter a melhor qualidade em cada varietal. Inclui um vinho branco, elaborado com a Chardonnay, e dois tintos: o Malbec e o Cabernet Sauvignon.

Trapiche Costa y Pampa

Linha de brancos e tinto que destaca o frescor e as notas minerais vindos dos vinhedos cultivados próximos a Mar del Plata, em Chapadmalal. Mais uma vez a Trapiche é pioneira, agora no cultivo de uvas próximas ao oceano Atlântico, na província de Buenos Aires, com um vinho tinto, elaborado com a Pinot Noir, e dois brancos, o Chardonnay e o Sauvignon Blanc.

Trapiche Medalla

Lançado em 1983 para celebrar o centenário da Trapiche, Medalla foi um dos primeiros vinhos premium da Argentina. Suas uvas vêm principalmente dos vinhedos mais antigos, e os vinhos são elaborados com estágio em barricas de carvalho francês, para lhes conferir ainda mais complexidade. Há um tinto, elaborado 100% com a Malbec, e um blend, com Cabernet Sauvignon, Malbec e Merlot.

Trapiche Terroir Series

Projeto que nasceu da proposta de buscar os melhores terroirs para elaborar vinhos malbecs únicos, inspirados na riqueza da diversidade dos microclimas argentinos. Em todas as safras, o enólogo Daniel Pi elege os três melhores terroirs, que expressam as melhores qualidades da Malbec. 

Trapiche Iscay

No idioma quechua, dos antigos Incas, "iscay" significa dois, e por isso a palavra batiza este tinto ícone da Trapiche. Ele simboliza a união entre dois especialistas, os enólogos Daniel Pi e Marcelo Belmonte, e duas variedades – que mudam a cada safra – selecionadas entre as melhores uvas de cada colheita. Atualmente, está no mercado brasileiro o blend de Cabernet Franc e Malbec. As uvas vêm de vinhedos próprios da vinícola, localizados em Cruz de Piedra, Maipú e Vale de Uco.

Trapiche Manos

O nome desta linha premium é inspirada na sua colheita, que é feita sempre manualmente. A Malbec é colocada em pequenas caixas, que seguem imediatamente para a vinícola . No Manos, as uvas vem do vale de Uco e sua elaboração, cercada de cuidados, inclui a fermentação em cubas de carvalho, utilizando leveduras nativas. Depois, o vinho passa por um estágio de 18 meses em barricas de carvalho francês e mais 24 meses em garrafa antes de chegar ao mercado.